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segunda-feira, 21 de março de 2011

21/03

Ontem, no ônibus, encontrei um casal de surdo-mudo com dois filhos de aproximadamente 9 anos de idade. Foi interessante observar a família, como se comunicavam e como as crianças ficavam silenciosas quando não estavam brincando uma com a outra. Fiquei imaginando como deveria ter sido a educação delas no começo. Como é o desenvolvimento de um bebê com pais surdos-mudos? E para saber que ele está chorando? Desses problemas iam surgindo idéias interessantes de produtos, até que cheguei no meu destino e à realidade: Meu grupo já tinha um problema e um objetivo definidos, iríamos fazer algum produto para deixar os idosos parados em suas cadeiras.
Sinceramente me desapontei com essa decisão. Tínhamos a possibilidade de escolher vários outros problemas e soluções, com possibilidades interessantes e variadas. Um grupo de dez pessoas pra fazer só um "cinto"... Vejo que teremos gente sem o que fazer ou com obrigações, no mínimo, sem graças (procurar fivelas, talvez). A minha idéia, a princípio, era fazer algum ambiente (no caso uma praça) que abraçasse pessoas de diversas dificuldades e trouxesse pra elas várias sensações relaxantes, com segurança e autonomia - ninguém precisaria ficar acompanhando as pessoas lá, tudo seria apropriado para elas. Todo o grupo teria a oportunidade de desenvolver uma idéia e colocá-la nesse ambiente, trabalharíamos em duplas (um de games e um de moda) a fim de desenvolver gazebos, caminhos, cantos interativos... Outra dupla cuidaria da segurança, se tudo está bem indicado, se não há nada perigoso no caminho... Quanta coisa poderia surgir desse projeto? O quanto nossa imaginação deixasse.
Em todo caso, voltando ao problema decidido pelo grupo, felizmente temos um lugar adequado para testar-mos o produto, um público-alvo bem definido e "concorrentes" nos quais poderemos tirar boas informações (o que deu errado e certo, o porquê, etc). Por não se tratar de um protótipo, precisaremos plantar nossos pezinhos no chão para conseguirmos construir o produto e torná-lo comercialmente viável. Outro ponto que me deixou triste, afinal, esperava que pudéssemos soltar a criatividade e pensar em soluções novas sem necessariamente nos preocuparmos se seremos capazes de construir uma cadeira de rodas esportiva com painéis digitais, por exemplo.
Mas, voltando ao assunto, por mais de um ano minha tia avó morou comigo em Araxá e ela, vítima de vários derrames, já não conseguia se mover direito e, consequentemente, não ficava sentada ereta mais. Para sanar esse problema, minha avó colocava uma barra de ferro fixa no chão para ela se apoiar. O único problema é que isso obriga o idoso a ficar ocupado segurando a barra.
Pesquisando na internet, encontrei algumas cadeiras aparentemente bem confortáveis cuja função é evitar isso. A mais interessante tinha pés de rodinha, girava e poderia ser inclinada até o ângulo que se desejasse, travando-se com segurança na posição . A cadeira era toda estofada com um tecido que parecia pelúcia, era funda, levemente inclinada para trás e seus braços eram altos, lembrando um berço. Não imagino como um idoso poderia cair de lá, mas tanto pra sair como pra entrar, bastava destravar e inclinar a cadeira pra frente e depois voltá-la pra posição original.
Outra idéia que achei interessante foi um travesseiro criado pela Imaginarium em forma de cilindro cujas extremidades são mãozinhas. Enrolá-las no corpo lembra um abraço. Caso a opção final seja mesmo um "cinto", talvez pudéssemos trocar o design do abotoador a fim de amenizar essa idéia de "amarrar os idosos". De qualquer modo, ainda são apenas idéias (:

2 comentários:

  1. Esse travesseiro que vc comentou ai, é uma idéia bem legal, pq lembra um Abraço, é algo que pode transmitir como uma coisa solidária, gostei disso. e não acho q alguem ficaria sem ter o que fazer, se vc for ver envolve várias tarefas, achar um material, produzir o design mais eficaz, pode até implementar mais alguma coisa. só precisamos pensar no que :)

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  2. Acho que a gnt precisaria marcar uma reunião.....Será que a gnt consegue se ver as 7h30 amanhã?? Se todo mundo chegar cedo dá pra acertar tudo isso... Só acho que, talvez, seja meio tarde para mudar recorte e público-alvo, se for esta a decisão tomada... Pode ser que os orientadores não permitam... Mesmo assim, podemos conversar sobre tudo isso...
    p.s.: gostei da ideia do travesseiro...

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